sábado, 2 de janeiro de 2016

Desesperar jamais

Ivan Lins
Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas
Não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo.

Nada de fugir da raia
Nada de morrer na praia
Nada, nada, nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer valer o dito popular...

(Estribilho)

Cutucou por baixo
O de cima cai...

(Estribilho) 

Cutucou com jeito
Não levanta mais...

Desesperar jamais...

Como dizia o poeta

Toquinho e Vinicius (1975)

Quem já passou
Por esta vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá
Pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou
Pra quem sofreu, ai...!

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada, não...

Não há mal pior
Do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa
É melhor que a solidão...

Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar, se a gente pode dividir?
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai 
Porque tem medo de sofrer, ai...!

Ai, de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão.
(volta ao início e para terminar...)

Ai, de quem não rasga o coração
Esse não vai ter perdão...

Quem nunca curtiu uma paixão
Nunca vai ter nada não...
(repetir, morrendo)

Juízo Final


O sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações

Do mal será queimada a semente
E o mar será eterno novamente.

É o Juízo Final
A estória do bem e do mal

Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer...

Meu sapato já furou

Elton Medeiros e Mauro Duarte
Meu sapato já furou
Minha roupa já rasgou
Eu não tenho onde morar, onde morar.

Meu dinheiro acabou
Eu não sei pra onde vou
Como é que eu vou ficar, que eu vou ficar.

Eu não sei nem mais sorrir
Meu amor me abandonou
Sem motivo e sem razão.

E pra melhorar minha situação
Eu fiz promessa pra São Luiz Durão.

Quem me vê assim
Deve até pensar que eu cheguei ao fim
Mas quando a minha vida melhorar
Eu vou zombar de quem sorriu de mim.

Meu sapato já furou!

A fonte secou

Monsueto C. Menezes e Fuffy Lauar e Marcleo

Eu não sou água
Pra me tratares assim
Só na hora da sede
É que procuras por mim...

A fonte secou
Quero dizer
Que entre nós
Tudo acabou...

Teu egoísmo me libertou
Não deves mais me procurar
A fonte do meu amor secou
Mas os teus olhos
Nunca mais hão de secar...

Tristeza

Haroldo Lobo e Niltinho (1966)

Tristeza
Por favor vai embora
Minha alma que chora
Está vendo o meu fim.

Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar...

Lá, ra, ra, ra,
Lá, ra, ra, ra, ra, ra,
Lá, ra, ra, ra, ra, ra,

Quero de novo cantar...


Barracão

Luís Antônio e Oldemar Magalhães (1952)

Ai, barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
À cidade, a seus pés...

Ai, barracão
Tua voz eu escuto
Não esqueço um minuto
Porque sei que tu és...

Barracão de zinco
Tradição do meu país...

Barracão de zinco
Pobretão infeliz...

Ai, barracão...
Ai, barracão...

Trem das onze

Adoniran Barbosa

Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito amor
Mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã.

E além disso muié
Tem outras coisa
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar
Sou filho único
Tenho minha casa pra oiá
E não posso ficá.

Coisa boa é para sempre

Samba enredo dos Gaviões da Fiel
(Campeão do Carnaval Paulista)
Letra e música: Grego

Me dê a mão, me abraça
Viaja comigo pro céu
Sou gavião, levanto a taça
Com muito orgulho pra delírio da fiel

Um brinde ao jubileu de prata

Convido a massa pra comemorar
Explode um grito na galera
Tem gol de fera pra delirar

Hoje sou criança... reino encantado

De brinquedo e fantasia
Na minha lembrança... sonhei dourado
E brinquei de poesia

Vou te levar pro infinito

vou te beijar do jeito mais bonito
Ai que gostoso amor, ai que saudade
Te amo, te amo de verdade

Fadas e rainhas... mil heróis

na minha história
O que é bom pra sempre
Fica gravado na memória
Pierrô, Arlequim e Colombina
Todo mundo quer sambar
Se enroscar na serpentina

Olha pra mim... abre o teu sorriso

É Carnaval... sou o rei do riso
Vou gargalhar... quero alegria
Lavar a alma com o som da bateria